Se você é designer, ilustrador ou um criativo de plantão, sabe o quanto as influências nos ajudam a crescer e construir melhor nossas artes. Então, se você está buscando artistas para se inspirar, se liga nas influências do pessoal aqui do Studio61, no quarto capítulo da série em que apresentamos designers para se inspirar!

Hoje, trouxemos os designers Anette Lenz, Saul Bass e Barbara Kruger. Conheça agora um pouco mais sobre esses incríveis designers:

 Anette Lenz

A designer alemã Anette Lenz, nascida na cidade de Esslingen em 1964, graduou-se em Comunicação Visual em Munique. Em 1989, logo no início de sua carreira como artista gráfica, se muda para Paris, onde começa a fazer parte do reconhecidíssimo coletivo de design ‘Grapus’ (vale a busca!). Mais tarde, tornou-se co-fundadora do coletivo ‘Nous Travaillons Ensemble’, grupo formado tempo depois, com seu parceiro Alex Jordan, também integrante do ‘Grapus’.

O conhecimento de Lenz sobre as tradições tipográficas alemãs, combinado com suas arrojadas imagens cheias de vida e movimento, é uma combinação fantástica que lhe trouxe muito sucesso. Desde 1993, trabalha de forma independente, criando premiados projetos de cartazes e identidades visuais para a instituições culturais, incluindo a cidade de Paris, o Ministério da Cultura da França, a Radio France, o Le Monde, além de diversos museus e teatros.

Conheça mais da artista e seus trabalhos aqui!

Saul Bass

O designer e filmmaker Saul Bass nasceu no bairro do Bronx em Nova York, cidade onde aos 15 anos ingressou na Art Students League de Nova York e foi justamente lá que teve contato com uma de sua maiores referências, o artista húngaro Gyorgy Kepes. Ainda na cidade nova-iorquina, após desenvolver alguns projetos simples de publicidade, Bass consegue um emprego permanente no escritório da Warner Bros, mas foi em Los Angeles que, em 1946, assumiu a criação de capas de revistas de arte e arquitetura, pôsteres de filmes e capas de discos. 

Com a potência de seus projetos nasceu a Saul Bass Associates, em 1952, quando passou a desenvolver seus trabalhos de forma independente. Seu trabalho enquanto designer teve grande impacto na estética da propaganda e da cultura pop em meados do século XX. Em seus 40 anos de carreira, criou cerca de 100 cartazes de filmes e foi responsável  pelos projetos de identidade visual das mais reconhecidas corporações americanas como United Airlines, Quaker Oats, AT&T, Bell e Warner Communications. 

Clicando aqui, você pode conferir o arquivo do artista.

Barbara Kruger

Natural de Newark, em Nova Jersey, a artista pós-moderna Barbara Kruger estudou arte e design na The Parson Design School em Nova York. Grande parte de seu trabalho, que tem como característica trazer questionamentos sobre temas como o consumismo e a autonomia individual das pessoas, consiste em utilizar slogans contundentes com tipografias selecionadas especialmente para simular o universo da publicidade. Geralmente, sobrepondo fotografias em preto-e-branco, as frases são aplicadas em caixas vermelhas com as letras em branco. Algo que lembra bastante o logotipo da marca de streetwear Supreme. Ou melhor, o logotipo da Supreme que lembra o trabalho da artista, é claro. 

Essa linha pessoal adotada por Barbara não surgiu do nada: nos seus primeiros anos de carreira, trabalhou com design gráfico e foi diretora de arte na revista Mademoiselle, experiência essa que posteriormente influenciou bastante o seu trabalho artístico. Seus trabalhos, mesmo com mensagens tão provocativas, já estamparam diversas capas de revistas famosas, como por exemplo a Newsweek e a Esquire. E não para por aí! Eles estão um pouco por toda a parte, de museus e galerias a peças publicitárias ou até mesmo em vestuários. 

Hoje, seu estilo se tornou muito popular no meio de um público mais contemporâneo. Não saberia dizer ao certo se, para um artista, isso é positivo ou negativo, mas a verdade é que essa é uma particularidade da arte pós-moderna e temos aí mais um estilo que ficou consagrado. Como resultado, ele vem sendo recriado além das galerias, sendo incluído na cultura mainstream. 

Em 2017, Barbara Kruger exibiu em New York um trabalho intitulado Untitled (The Drop), parte do projeto Performa Bienal que ocorre ao mesmo tempo em vários lugares da cidade americana. Tratava-se de uma loja pop-up com peças de vestuário e shapes de skate produzidos pela marca de streetwear Volcom – concorrente da Supreme – e estampados com slogans anti comerciais, como WANT IT, BUY IT, FORGET IT. Naturalmente, esses slogans eram aplicados em forma da arte gráfica que a tornou conhecida: a tal caixa vermelha com as letras brancas. A provação, é claro, foi em cima da Supreme, que se apropriou de sua estética anos atrás.

Você pode ter acesso a mais obras e informações da artista no site do MoMA, clicando aqui!

 

Stay tuned!

E aí, curtiu nossas indicações? Fique ligado que em breve traremos mais! Caso ainda não tenha acompanhado as outras edições desta série, confira o primeiro, segundo e terceiro capítulo para não se perder e para conhecer artistas e novas inspirações.

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Até a próxima!